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James Mollison lançou um livro fotos de uma pergunta que algumas pessoas conscientes já tenham feitas a si.  Nada muito complicado de imaginar, mas ao ver o resultado do livro Where children sleep (Onde as crianças dormem), que mostra fotos de crianças em todo mundo e os quartos nos quais dormem. Por tabela acaba retratando um pouco do local, cultura e histórias por onde passou através das crianças. Impressionante.

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Foi-se o tempo em que conseguíamos participar de cenas como essa acima durante um jogo de Copa do Mundo:

Agora é cada um com sua TV ligada na Copa do Mundo de Futebol, tuitando e todos acompanhando. As marcas continuam faturando cifras interessantes com as vendas das TV’s de LCD, devido essa facilidade e combinação perfeita da relação oferta e demanda. Já não conseguimos visualizar, muito menos presenciar momentos em família, àqueles onde todos ficávamos espremidos, sentados no chão juntos a primos, tios, amigos e demais familiares prontos para mais um jogo oficial da seleção tupiniquim.

É a copa do egoísmo. Na teoria, todos estão juntos  para dividir financeiramente o plano que permite pontos extras da TV a Cabo e compram sua própria TV de 42’ para assistir o jogo em alta definição, infelizmente, sozinho. De nada adianta ter a melhor tecnologia sem aproveitá-la com pessoas que iriam trazer entretenimento de discutir o lance, torcer junto e gritar gol em uníssono. Faça sua aposta, esse bolão, com certeza, já tem um perdedor. E ele tá tão próximo de você quanto sua sombra.

Álbum virtual da Copa 100% completo. Álbum real ainda não.

Quem nunca colecionou algo em sua curta vida que atire a primeira pedra. Selos, tampinhas, carros, jogos e outros similares são os preferidos dos meninos. Bonecas, maquiagem, cartas devem ser os mais almejados pelas mocinhas. Com certeza, nesse mundo de bugigangas se tem algo que desperta a vontade coletiva e desencandeia sentimentos compartilhados por parte da população são as figurinhas e o seu álbum.

Ano de Copa do Mundo e uma legião de fãs interessados em adquirir o álbum oficial e completá-lo antes do vizinho ou trocar aquela raridade pela maior quantidade possível, seja o garoto do ensino básico que grita entre os amigos dizendo que tem repetidas para trocar ou até o empolgado tiozinho que achou aquela imagem cromada de uma seleção da Ásia nos fazem perceber que somos infantis e que isso deve ser preservado. Conservar o jeito  moleque das tardes em casa onde todos sempre aprontávamos ao estilo peculiar de cada um.

Lembro das apostas no bafo – também chamado de pife-pafo, aquela que fazemos uma pilha de figurinhas e junto dos amigos ficamos lá tentando virá-las e um enrolado uns aos outros, assoprando, tentando levar no grito, enfim, essa semana mesmo fui trocar os cromos repetidos com meus primos que possuem 10 anos a menos e não pestanejaram: – Aposto no bafo!

Resultado: Lá se foram minhas 18 repetidas. Pela minha felicidade de ouvir, como ainda se diz: Fui pelebrado. O mais engraçado é ver que o tempo passou e continua lá, brincadeira boba que diverte a molecada e que me fez voltar no tempo.

Minha tia falou: – Virou criança de novo. E eu afirmei de pronto: – A vantagem é que agora eu posso perder as figurinhas sem resmungar, ser adulto tem suas poucas vantagen$.

Tradição em todo lar, famílias se reúnem na maior casa aos domingos para comer aquele prato renegado durante a semana, seja uma feijoada com tudo que tem direito, um animal abatido bronzeando na churrasqueira, aquele peixe fresquinho da pesca noturna ou até mesmo aquele prato italiano todo diferente que a cunhada aprendeu a fazer. Às vezes nada disso acontece, e alguns correm mesmo é para o restaurante mais próximo e fazem aquele pedido de prato principal, entrada e prato principal. No final das contas a sobremesa é rejeitada pela falta de espaço naqueles corpos ensadecidos pela reação a chapa que contém a carne mal passada chiando ou até mesmo aquele prato típico da cidade.

Pois bem, esse domingo não foi diferente. 5 irmãos estavam presentes matando a saudade após retorno de longa viagem de um deles. Eu estava presente, era o único presente dos filhos e sobrinhos assistindo como algo tão simples, uma refeição em grupo, satisfazia pessoas que hoje continuam batalhando muito para estarem presentes. Em outras palavras, parecem relembrar o tempo em que já estiveram juntos quando também eram crianças e nem pensavam em morar na cidade.

Sorrisos, histórias, manias e costumes se revezavam entre um tira-gosto e outro. Lembranças se repetiam, mas jamais serão ultrapassadas. O importante é ter essas pessoas com saúde e podendo compartilhar esses momentos. É bem clichê, mas é verdade. Daí me peguei pensando: onde estão os outros filhos? Não hesitei e perguntei: Tio(a), onde estão?

Um replicou: Em casa, depois do carro a independência chegou.

Outro enfatizou: Depois que crescem não saem com os velhos.

Eu pensei: Também pensei assim há uns 8 anos, mas o prazer de ver boa parte da família se divertindo é muito maior do que passar o domingo assistindo jogo de futebol, seriados na tv a cabo, no bate-papo do computador ou simplesmente dormindo e deixando de sorrir um pouco.

Recomendo. Vale a pena aproveitar essa turma.

Na foto eu e @thalitaviana. Confere o link:

http://www.flickr.com/photos/juliodemello/4308070050/

Obrigado a todos os envolvidos. #italloparty

Um simpático “bom dia”, um gentil “pode passar”, dormir do jeito que quiser, ou se preferir, ficar acordado até mais tarde sem ninguém dizer que já é tarde, um copinho de café do qual não sou muito fã, mas convivo com pessoas que ganham o dia após tomar um feito na hora. A vida é cheia dessas coisas, às vezes notamos a importância, outras vezes estamos tão cegos com o cotidiano que pouco sentimos essas doses hedonísticas.

– Mãe, deita aqui, tá passando um filme engraçado. – Disse a caçula, omitindo que a vontade era na verdade ficar ao lado Dela.

– Vou já, já. – Respondeu, após mais uma viagem aparentemente cansativa, mas ainda restavam forças para satisfazer as vontades da sua cria.

– Rá, rá, rá, rá, rá! – Gargalhavam alto, de outro cômodo não pude deixar de notas, as duas de uma cena um tanto inusitada na tv.

A realidade é que o prazer estava bem ali, no ato simples, de estarem juntas.

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Domingo me vi cercado da geração futura da família. Crianças que possuem uma idade média de 8 a 12 anos. Enquanto brincávamos, percebi o comportamento de alguns e posso afirmar que há peças boas e ovelhas negras supostamente inocentes.

Família! Família!
Papai, mamãe, titia
Família! Família!
Almoça junto todo dia
Nunca perde essa mania…

Mas quando a filha
Quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe
Não dão nem um tustão…

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família!…

Família! Família!
Vovô, vovó, sobrinha
Família! Família!
Janta junto todo dia
Nunca perde essa mania…

Mas quando o nenê
Fica doente
Uô! Uô!
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Uô! Uô!
Assim não dá prá ver televisão…

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!…

Família! Família!
Cachorro, gato, galinha
Família! Família!
Vive junto todo dia
Nunca perde essa mania…

A mãe morre de medo de barata
Uô! Uô!
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Uô! Uô!
Botaram cadeado no portão…

Família êh! Família ah!
Família!
Família êh! Familia ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!…

Composição: Arnaldo Antunes / Toni Bellotto
Família – Titãs