Arquivos para categoria: causos da vida

Exatamente isso amigos. WordPress free foi ótimo enquanto pude aprender a usá-lo, mas já faz algum tempo que tenho meu próprio site e não disponibiliza como blog, apenas exibia as formas de contato e portfólio. Agradeço a todos que visitaram o blog nem que tenha sido por uma única vez e fico lisonjeado pelos que tiveram paciência em voltar. Pois bem, agora o endereço que vocês devem aparecer é esse:

www.itallovictor.com

Pra quem quiser primeiro ler sobre o que falo pode seguir no twitter: @itallo

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Arrepiante, empolgante, extraordinário, caricato, alegre, dançante são diversas as palavras que representariam o show da banda cover oficial dos The Beatles, All You Need Is Love. Composto por 04 rapazes bem carismáticos – http://www.allyouneedislove.art.br – além das músicas interpretadas, o espetáculo retrata através da aparência dos músicos,  efeitos sonoros e  dos figurinos o sentimento de viver no tempos do quarteto de Liverpool.

No vídeo acima temos um pouco da atmosfera que eles criam. Ao ir a um show você confirma isso.

Por mais que eu tente conceituar o trabalho vou dizer que o show me proporcionou a melhor experiência que já pude ter assistindo a um cover, mesmo que o fato ser fã tenha ajudado. Ressalto que a palavra experiência deveria ser melhor trabalhada pelo mercado, mesmo com um palco pequeno, a atração fez senhores de 70 anos que assistiram os Beatles nos anos 60 dançarem como se tivessem 20 anos. E se um velhinho dançou, pulou,vibrou e fez air guitar relembrando seus tempos áureos quem sou eu pra questionar a sensação, quem sou eu pra questionar a qualidade do espetáculo “All You Need Is Love”.

O show foi patrocinado pelo Grupo Arrey através da UNA Produções.

Desde sempre o ser humano é o melhor em tudo, bastou perceber que tem um dedo contrário na posição das mãos que teve a certeza que isso o distingue melhor que os demais animais e fingir que pensa também conta. Até essa afirmação que fiz soa a prepotência em enfatizar a superioridade. Infelizmente esse excesso de confiança e se conceituar como dono da razão acaba por conferir há alguns o título de idiota, utilizando eufemismo pode ser chamado também como o chato da roda, da família, do trabalho, de um assunto ou até do mercado.

Uma simples frase dita numa mesa de bar ou numa sala de trabalho dependendo do tom é entendida de diversas formas, imagine isso numa mesa de bar gigante ou uma super mega sala de trabalho como acontece na web, onde alguns que possuem uma rede de relacionamentos maior e digitam uma opinião sobre algo, claro, sem expressar emoção. Sim, isso basta para provocar euforia para muitos por certos comentários, muitas vezes, sem ter a intenção de interpretada pela maioria.

Depois da viralização das redes sociais e o contato superficial entre algumas pessoas do mesmo ambiente, do local ou mercado de trabalho geraram inconvenientes para si e até mesmo para os mais próximos. O que já era costume criticar por debaixo dos panos, algo que sempre acontece com o seu trabalho, seja na área de saúde, exatas e principalmente na humanas que dependem de fatores sociais, psicológicos, geográficos e até de atitudes, hoje acontece no ambiente virtual.

A crítica a imperfeição virou uma bola de neve. Por mais simples que pareça apontar o dedo pro vizinho ao lado não precisaríamos de tamanha repercussão para um comentário privado. Tornou-se uma batalha que tem como arma um megafone numa festa para todos os convidados. O que estamos na verdade é discutido não é o que poderia ser feito, mas o simples prazer de dizer que poderia fazer melhor, de enfatizar que o “dele tá ruim” ou “eu é que sei como faz”. Claro, muitas vezes podemos interpretar erroneamente e olha que isso acontece com frequência.

A falta de senso comum da comunidade obriga aos novos participantes a entrarem pro time agindo da mesma forma. Algumas ações, projetos e ideias como em toda relação que envolva dois lados necessita de respeito, essa característica deve resultar em ética, profissionalismo e muitas vezes chamar pra falar ao pé do ouvido evitará que divergências se tornem públicas. Sinceramente, toda pessoa que se preze não quer mostrar aquele segredinho bobo para todos os seus convidados.

Foi-se o tempo em que conseguíamos participar de cenas como essa acima durante um jogo de Copa do Mundo:

Agora é cada um com sua TV ligada na Copa do Mundo de Futebol, tuitando e todos acompanhando. As marcas continuam faturando cifras interessantes com as vendas das TV’s de LCD, devido essa facilidade e combinação perfeita da relação oferta e demanda. Já não conseguimos visualizar, muito menos presenciar momentos em família, àqueles onde todos ficávamos espremidos, sentados no chão juntos a primos, tios, amigos e demais familiares prontos para mais um jogo oficial da seleção tupiniquim.

É a copa do egoísmo. Na teoria, todos estão juntos  para dividir financeiramente o plano que permite pontos extras da TV a Cabo e compram sua própria TV de 42’ para assistir o jogo em alta definição, infelizmente, sozinho. De nada adianta ter a melhor tecnologia sem aproveitá-la com pessoas que iriam trazer entretenimento de discutir o lance, torcer junto e gritar gol em uníssono. Faça sua aposta, esse bolão, com certeza, já tem um perdedor. E ele tá tão próximo de você quanto sua sombra.

Sabe aquela vontade de ficar mais um pouquinho? Toda edição do Festival de Inverno que de frio só tem um pouquinho é assim. Chega o domingo, último dos 4 dias de evento que acontece há 07 anos na serrana cidade de Pedro II, e todos começam a arrumar a mochila para voltar ao seu cotidiano, grande parte das pessoas num clima bem menos frio em Teresina. A cidade esvazia na mesma proporção que lota o primeiro dia de evento e após shows de Fernanda Takai, Zeca Baleiro, Stanley Jordan, Armandinho e Maria Rita você nem se dá conta que essas 05 atrações são consequência de um festival criado com uma premissa alternativa por onde já passou Hermeto Pascoal e suas execuções mirabolantes que passam por fazer sons num copo d’água. Já não vale mais usar a desculpa que por aqui não ouvimos boa música em um festival que tem a intenção da fuga ao forte regionalismo do nordeste onde predomina o forró e seus compadres de ritmo. E isso nos deixa feliz, por mais que a própria população da cidade aplauda artistas nos quais nunca ouviram falar, como o americano que se apresentou nessa última edição tornando o evento internacional, ou até mesmo nós, que na sua maioria mal o conheçamos sequer temos um álbum completo do seu som peculiar em nossos iPod’s.

Isso é resultado de uma inicitiva conjunta que deve permanecer e prosseguir por todos. As mudanças são perceptíveis em todo o ambiente. A cidade ganhou sinalização e limpeza frequente, pousadas domiciliares foram melhoradas, novas pousadas foram construídas, restaurantes foram ampliados, lojas de artesanato e opala com maior esmero em seus produtos e capacitação em atendimento positivo mais evidente. Por mais que aconteçam alguns percalços em alguns estabelecimentos onde garçons tentam se aproveitar de turistas ou a proposta de aluguéis de mesas em locais públicos percebemos que o ambiente de festa que a cidade respira é totalmente diferente de 05 anos atrás, mesmo o festival estando em sua segunda edição, muita coisa mudou e pra melhor.

Fico feliz em poder presenciar a evolução de uma ideia e que hoje é sucesso, entretanto não sou otimista o suficiente pra dizer que ela se manteria sozinha, pois os maiores parceiros é quem realmente a fazem vingar, a iniciativa privada usa as mãos para aplaudir, apenas. Por mais que a maquiagem seja passageira e tenhamos consciência que aquilo não continue até a próxima edição, quem frequenta o Festival e quem visita a cidade em outras oportunidades sabe que Pedro II já não é mais um município potencialmente turístico, hoje merece destaque nos guias de turismo do Brasil e isso que isso foi ordem-mor além do festival.

Site: Festival de Inverno de Pedro II
Twitter: @FestivalPedro2

Álbum virtual da Copa 100% completo. Álbum real ainda não.

Quem nunca colecionou algo em sua curta vida que atire a primeira pedra. Selos, tampinhas, carros, jogos e outros similares são os preferidos dos meninos. Bonecas, maquiagem, cartas devem ser os mais almejados pelas mocinhas. Com certeza, nesse mundo de bugigangas se tem algo que desperta a vontade coletiva e desencandeia sentimentos compartilhados por parte da população são as figurinhas e o seu álbum.

Ano de Copa do Mundo e uma legião de fãs interessados em adquirir o álbum oficial e completá-lo antes do vizinho ou trocar aquela raridade pela maior quantidade possível, seja o garoto do ensino básico que grita entre os amigos dizendo que tem repetidas para trocar ou até o empolgado tiozinho que achou aquela imagem cromada de uma seleção da Ásia nos fazem perceber que somos infantis e que isso deve ser preservado. Conservar o jeito  moleque das tardes em casa onde todos sempre aprontávamos ao estilo peculiar de cada um.

Lembro das apostas no bafo – também chamado de pife-pafo, aquela que fazemos uma pilha de figurinhas e junto dos amigos ficamos lá tentando virá-las e um enrolado uns aos outros, assoprando, tentando levar no grito, enfim, essa semana mesmo fui trocar os cromos repetidos com meus primos que possuem 10 anos a menos e não pestanejaram: – Aposto no bafo!

Resultado: Lá se foram minhas 18 repetidas. Pela minha felicidade de ouvir, como ainda se diz: Fui pelebrado. O mais engraçado é ver que o tempo passou e continua lá, brincadeira boba que diverte a molecada e que me fez voltar no tempo.

Minha tia falou: – Virou criança de novo. E eu afirmei de pronto: – A vantagem é que agora eu posso perder as figurinhas sem resmungar, ser adulto tem suas poucas vantagen$.

Tradição em todo lar, famílias se reúnem na maior casa aos domingos para comer aquele prato renegado durante a semana, seja uma feijoada com tudo que tem direito, um animal abatido bronzeando na churrasqueira, aquele peixe fresquinho da pesca noturna ou até mesmo aquele prato italiano todo diferente que a cunhada aprendeu a fazer. Às vezes nada disso acontece, e alguns correm mesmo é para o restaurante mais próximo e fazem aquele pedido de prato principal, entrada e prato principal. No final das contas a sobremesa é rejeitada pela falta de espaço naqueles corpos ensadecidos pela reação a chapa que contém a carne mal passada chiando ou até mesmo aquele prato típico da cidade.

Pois bem, esse domingo não foi diferente. 5 irmãos estavam presentes matando a saudade após retorno de longa viagem de um deles. Eu estava presente, era o único presente dos filhos e sobrinhos assistindo como algo tão simples, uma refeição em grupo, satisfazia pessoas que hoje continuam batalhando muito para estarem presentes. Em outras palavras, parecem relembrar o tempo em que já estiveram juntos quando também eram crianças e nem pensavam em morar na cidade.

Sorrisos, histórias, manias e costumes se revezavam entre um tira-gosto e outro. Lembranças se repetiam, mas jamais serão ultrapassadas. O importante é ter essas pessoas com saúde e podendo compartilhar esses momentos. É bem clichê, mas é verdade. Daí me peguei pensando: onde estão os outros filhos? Não hesitei e perguntei: Tio(a), onde estão?

Um replicou: Em casa, depois do carro a independência chegou.

Outro enfatizou: Depois que crescem não saem com os velhos.

Eu pensei: Também pensei assim há uns 8 anos, mas o prazer de ver boa parte da família se divertindo é muito maior do que passar o domingo assistindo jogo de futebol, seriados na tv a cabo, no bate-papo do computador ou simplesmente dormindo e deixando de sorrir um pouco.

Recomendo. Vale a pena aproveitar essa turma.