Eu me encaixo na Geração Y e essa notícia fala da Geração Z, daí me pergunto: E os meus filhos? Geração AA, A1, Alfa? E até onde vai o alcance dessa nova turma que me faz achar que sou mais esperto que meus pais e mais leigo que eles que tem uma diferença de idade que não chega a década. João Montanaro é um exemplo do que já acontece hoje e que vai levar muitos futuros pais a pensar como inovar em ensinar seus filhos a estarem prontos cada vez mais cedo. Confere a matéria.

João Montanaro tem apenas 14 anos e há dois trabalha como chargista no maior jornal de circulação nacional do país, a “Folha de S. Paulo”. Neste ano, lançou um livro com charges, tirinhas e quadrinhos. Para se inspirar, ele fuça em blogs de cultura e de outros ilustradores. Ele se desconecta somente durante o processo de criação. “Sento longe do computador para ter as ideias, mas, na hora de desenhar, ouço música, o celular pode tocar…”.

A internet como forma de informação e essa facilidade de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo tornam o garoto a cara de uma geração que começou a fazer história na primeira década desse milênio e continuará dando sua cara nos próximos dez anos. Ele, assim como os demais jovens com menos de 17 anos, faz parte da geração denominada Z, que compreende os nascidos entre 1993 e 2009 – período marcado pelo surgimento da internet e pelo “boom” de aparelhos tecnológicos (celulares, smartphones, computadores, notebooks etc.).

Esse Z pode ser lido como “zapear”, porque os “nativos digitais” cresceram num mundo conectado e, por isso, têm uma grande facilidade de transitar por diferentes canais de comunicação (televisão, internet, celular, mp3 players etc.).

Essa realidade é muitas vezes mal compreendida pelas gerações anteriores – baby boomers (entre 50 e 69 anos), X (entre 30 e 49 anos) e Y (de 18 a 29 anos). “Essas crianças e adolescentes vivem conectados à internet e os pais, muitas vezes, acham que eles deviam estar na rua, brincando, convivendo com outros jovens, mas a vida hoje é vivida de outra forma”, diz a psicóloga Patrícia Alvarenga, coordenadora dos cursos de tecnologia em recursos humanos e processos gerenciais da UNA, em Belo Horizonte, e estudiosa da geração Z. “A interação virtual é uma realidade e os pais precisam entender isso”.

De acordo com Patrícia, ao mesmo tempo em que a interação virtual é uma realidade e deve ser compreendia, ela dificulta a forma como os “nativos digitais” lidam com os conflitos. “Como a principal forma de contato é a internet, numa briga pelo MSN, você simplesmente fica off line, e o conflito permanece latente”, explica.

Autodidatas. Esse “excesso” de tecnologia, por outro lado, tornará esses jovens profissionais multifuncionais e com raciocínio rápido. Apesar de preparados para o mercado de trabalho, a agilidade da geração Z aliada a uma forte tendência autodidata (estimulada pela internet e pelo mundo de informação que ela oferece) afastará os jovens Z dos bancos das universidades.
“Essa geração é desconfiada com os estudos. Eles têm raciocínio muito rápido e não querem estudar a longo prazo. Em 2020, deve haver uma escassez de cientistas, por exemplo, que precisam estudar durante um longo período”, diz Patrícia.

João Montanaro define bem essa desconfiança com os estudos. “Faculdade está difícil, já não é mais como antigamente. Na área em que trabalho, o jornalismo não precisa mais de diploma, e a publicidade já morreu. Prefiro ser autodidata”, resume.


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Fonte: O Tempo

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