Tradição em todo lar, famílias se reúnem na maior casa aos domingos para comer aquele prato renegado durante a semana, seja uma feijoada com tudo que tem direito, um animal abatido bronzeando na churrasqueira, aquele peixe fresquinho da pesca noturna ou até mesmo aquele prato italiano todo diferente que a cunhada aprendeu a fazer. Às vezes nada disso acontece, e alguns correm mesmo é para o restaurante mais próximo e fazem aquele pedido de prato principal, entrada e prato principal. No final das contas a sobremesa é rejeitada pela falta de espaço naqueles corpos ensadecidos pela reação a chapa que contém a carne mal passada chiando ou até mesmo aquele prato típico da cidade.

Pois bem, esse domingo não foi diferente. 5 irmãos estavam presentes matando a saudade após retorno de longa viagem de um deles. Eu estava presente, era o único presente dos filhos e sobrinhos assistindo como algo tão simples, uma refeição em grupo, satisfazia pessoas que hoje continuam batalhando muito para estarem presentes. Em outras palavras, parecem relembrar o tempo em que já estiveram juntos quando também eram crianças e nem pensavam em morar na cidade.

Sorrisos, histórias, manias e costumes se revezavam entre um tira-gosto e outro. Lembranças se repetiam, mas jamais serão ultrapassadas. O importante é ter essas pessoas com saúde e podendo compartilhar esses momentos. É bem clichê, mas é verdade. Daí me peguei pensando: onde estão os outros filhos? Não hesitei e perguntei: Tio(a), onde estão?

Um replicou: Em casa, depois do carro a independência chegou.

Outro enfatizou: Depois que crescem não saem com os velhos.

Eu pensei: Também pensei assim há uns 8 anos, mas o prazer de ver boa parte da família se divertindo é muito maior do que passar o domingo assistindo jogo de futebol, seriados na tv a cabo, no bate-papo do computador ou simplesmente dormindo e deixando de sorrir um pouco.

Recomendo. Vale a pena aproveitar essa turma.

Anúncios