Um simpático “bom dia”, um gentil “pode passar”, dormir do jeito que quiser, ou se preferir, ficar acordado até mais tarde sem ninguém dizer que já é tarde, um copinho de café do qual não sou muito fã, mas convivo com pessoas que ganham o dia após tomar um feito na hora. A vida é cheia dessas coisas, às vezes notamos a importância, outras vezes estamos tão cegos com o cotidiano que pouco sentimos essas doses hedonísticas.

– Mãe, deita aqui, tá passando um filme engraçado. – Disse a caçula, omitindo que a vontade era na verdade ficar ao lado Dela.

– Vou já, já. – Respondeu, após mais uma viagem aparentemente cansativa, mas ainda restavam forças para satisfazer as vontades da sua cria.

– Rá, rá, rá, rá, rá! – Gargalhavam alto, de outro cômodo não pude deixar de notas, as duas de uma cena um tanto inusitada na tv.

A realidade é que o prazer estava bem ali, no ato simples, de estarem juntas.

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