Desde miúdo, correndo nos humildes 30x10m da empresa de brindes dos meus genitores que percebo uma verdadeira prostituição dessa profissão de marketeiro. O consumidor, cliente, ser humano, ou sei lá de que palavrão essa aberração deve ser chamado não foi educado para reconhecer valor ao que não é visto, então não importa o quanto você mostre que algo é belo, ou projete e execute as metas estimadas de forma a alcançá-las, simplesmente receberá um elogio e continuará nu com as mãos no bolso se estiver pescando no mar de 70% da sociedade. O interessante é que os 30% restantes é espaço que não acaba mais embora muitos navegantes tenham descoberto e se aprofundado nesses abissais.

O que mais desmotiva um profissional da área de comunicação é não ter seu valor reconhecido, tendo ele necessidades básicas como se alimentar, higienizar, relaxar e logicamente, ter que adquirir conhecimentos e compartilhar experiências como um outro profissional de área diferente que por sua vez, parece não enxergar que é preciso sim uma troca saudável de valor agregado e no mundo capitalista que vivemos não poderia ser uma forma diferente de haver essa troca senão através da moeda local, o dinheiro.

Mas o mais difícil é reconhecer que aquela sacada desenhada no papel, aquela tática bem descrita de aumentar vendas e a forma como aquele trabalho foi concebido gerando assim pontos positivos para sua marca foi justamente originada de quem você desdenha, não percebe que aquela pessoa estuda – normalmente quem faz bem feito – muito e portanto considera exorbitante um orçamento chegar a suas mãos e dizer:

– Poxa, como vocês ganham dinheiro pra escrever palavras e desenhar.

Ao respirar fundo e pensar trocentas vezes antes de ter que escovar os dentes com sabão depois, diz:

– Não ganhamos dinheiro pra escrever e desenhar, nós usamos o cérebro para pensar pelo cliente. (algo chamado ideia, conhece?! Que ele normalmente não consegue tê-las… – essa parte eu não falei, ah como eu queria).

Desestímulo mode {ON}
Pensamento rumo a concursos.

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