Todo ano é a mesma coisa. Depois do ano novo voltamos a nossa programação anual num estado de dopping, lesados, sem muito objetivo em janeiro, um início de atividades em fevereiro e só depois do maior evento do calendário brasileiro, o carnaval, leia-se: em Março é que damos o pontapé em projetos e ações até então jogadas nos cantos da sala e fundos das gavetas.

80% das pessoas aproveitam esse feriado pré-produtivo de verdade para ultrapassar limites, de casa, de cerca, de cidades, de contas bancárias e de crédito especial. Passando assim o resto do ano em busca do equilíbrio psicológico depois dessa ressaca. Isso significa que a estagnação é certa. 5 dias sem o país produzir bolhufas e mais uns 4 naquele ritmo do trânsito paulista,  5 km/h. Ainda existem 20% que escolhem descansar, normalmente economizam mais e portanto conseguem planejar mais que o restante. Às vezes não se juntam aos 80% por falta de planejamento passado, às vezes não existem perspectivas de meses prósperos, às vezes não gostam da folia. A certeza é que não há dinheiro que pague a cara que fazemos quando reclamamos da crise e seus detalhes microeconômicos. E assim vamos cantando e vivendo a medida do deus dará.

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