Viver em terras tupiniquins fica cada vez mais difícil. A conjuntura é complexa ao extremo, composta de crise econômica mundial, dólar que não cede para os lados de cá, os três poderes aprovam bonificações, aumentos para altos cargos enquanto que o governo corta gastos menos dentro de casa, concordam?! E as vantagens para os brasileiros? Não vejo, não ouço, não percebo nada a favor.

Obviamente o resultado disso é o aumento de tributos, a iniciativa privada corta gastos, demite funcionários, consumo diminui, mais pessoas perdem os empregos e fica cada vez mais visível a deficiência em infra-estrutura, em segurança-pública, fiquei até na dúvida se uso o hífen, pois agora tem uma tal de reforma ortográfica que é justificada para internacionalizar a língua, entretanto, a China e aqueles lados não precisaram disso para mostrar do que são capazes em diversos aspectos que não precisam ser comentados, voltando ao assunto principal e de revolta.

Não sou a favor da violência, minto, adoro que justiça seja feita com violência. Há meses não assistia o Jornal Nacional, não que seja um programa preferido, mas não pude deixar de reparar a quantidade de notícias que não trazem nenhum aspecto positivo mundialmente ou nacionalmente.

A pauta se dividiu em crise internacional e consequetemente como está  a situação no Brasil, a posse de Obama, o conflito de Gaza, o veto de acordos no Congresso Nacional, o estado das estradas federais e a segurança pública, pronto, aqui era o ponto desse post. Até iam falar de esporte, mas às vezes não dá tempo por que é horário nobre então aqui também vai ser. Vamos ao que interessa.

Quadrilha de 30 homens armados em 10 carros assaltam condomínio de casas de luxo em SP. Difícil de resolver? Talvez. Quem mora ali, só vendedor comissionado? Acredito que pessoas muito mais ‘importantes’ (foram levados quase 1 mi em dinheiro de uma das casas que deve pertencer a quem blinda até as fezes janelas, infelizmente não blinda cerébros ou paga a quem não tem). Como resolver?

Serei claro: Segurança particular coletivo é sinônimo de burrice. Agora serei simples: 1 fuzil não custa muito para um dono dessas casas, se é que algum não colecione armas em casa. Resultado? Troca as câmeras e põe 2 ou 3 cidadãos numa guarita blindada de verdade só com o cano de fora apontado para o alvo. Melhor, ao invés dos comerciantes terem apenas câmeras no circuito interno de seus estabelecimentos, que armem minas terrestres de pequeno raio de ação ao fecharem suas lojas, pois já que vão ter suas vitrines quebradas aproveitam e explodem um ou dois ingênuos meliantes que só querem um gabinete de PC para acessarem à internet e dizer que estão participando da revolucionária inclusão digital. A verdade é que virou mania aparecer, além de tá adquirindo de maneira ilícita um bem material, o cidadão ainda aparece no Jornal diário e deve achar bonito chegar em casa e assistir na TV, que pegou na madrugada, o que as câmeras filmaram. Orgulho da mamãe.

Brasil é terra de ninguém, Estado interfere, suja e rende até a alma de quem é mantenedor dele, o contribuinte. A sociedade se torna refém do paralelismo e passar a agir passivamente pois não tem quem esteja ao seu lado. Ah, uma dica, os donos dos projetos de segurança que autorizarem os disparos e explosões tratem de contratar uma prestadora de serviços de limpeza, se dependerem do serviço público, já sinto o mau cheiro. Ops, ia esquecendo, o Ministério Público adora um caso de legítima defesa, pena que não irá favorecer o seu lado, os Direitos Humanos são tão precisos nessas horas.

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