Essa palavra nostalgia, de certa forma soa estranha em sua pronúncia, proporciona um estado positivo pra alguns ou negativo pra outros. Fato é que ela se mostra presente em nossas vidas, não há como apagar o passado e sempre há uma data que temos vontade de voltar e torná-la um momento novamente, seja pra curtir aquela fase musical na qual você vestia a camisa da sua banda favorita, aquela rua na qual brincava de pique-esconde (ainda tem hífen?) com trocentos amigos correndo para todos os cantos ou ainda, em que todo domingo a sua família se reunia na casa da vó e vários pratos com porções fartas eram dispostos na mesa.

Hoje me peguei deixando escoar entre os dedos uns trinta e poucos cd’s de clipes musicais, aqueles cujo baixávamos por links raros da rede Kazaa, Napster, Mirc, etc. Em tempos que não havia internet banda larga, web 2.0 ou o tem de tudo do youtube e adjacentes. Era a super mega ultra internet discada com seus incríveis downloads a 5 kb/s e você dava graças a deus quando conectava a 55k. Foi quando conheci emuladores e roms, a briga de titãs pra converter MP3 pra CD ou vice-versa. Enfim, acabei de jogar 95% desse material no lixo, na verdade nem sei o motivo, seria apenas uma limpeza que não fazia há 8 anos, aproximadamente? Ou destruir o elo que tinha com lembranças materiais que atualmente cabem num pendrive , ou num disco virtual na rede?

O mais curioso é que os momentos em família,  as brincadeiras de rua, o primeiro amor, as músicas ouvidas são armazenadas dessa forma, virtualmente, a maioria desses momentos são emoções que ficam e você guarda, somente, sem mais.

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