Seguinte, outra vez, muito simples.
Destino: minha casa.
Duração da viagem: 9h no máx.
Quantas pessoas: Dessa vez, sozinho.
Uma passagem de ônibus: A empresa maldita do Agreste.

Resultado: Ao programar minha volta para domingo, dia 28, após passar 4 dias em terras pernambucanas vi que estava atrasado para o ponto de deslocamento, o ônibus saía às 17:30, eu levaria aproximados 40minutos para chegar a rodoviária. O horário? 16:20. Felizmente o carro surgiu, então lá vamos nós. Ops, ainda não. Uma viajante extra pede carona e ainda vai pegar algumas pequenas caixas, somamos um atraso de 10 minutos, ok, decididamente estou em cima da hora.

Ao chegar no guichê descubro que há vaga e o ônibus ainda não chegou, menos mal. Embarquei. Após 2 horas de percurso. Paramos em Araripina-PE para jantar, pedi o que me deixaria com água na boca se fosse realmente feito na hora, mas a carne de sol com macaxeira fria, digo frita mais parecia carne de gado assada com banana, entretanto, o refrigerante salvou. Voltando pro ônibus me informam que teríamos que trocar de ônibus por que o ar-condicionado estava quebrado. Engraçado, não tinha percebido isso. É claro que não tinha percebido, o que quebrou foi do outro ônibus e sem perguntar a nós, trocaram as bagagens e quem quisesse achar ruim, ficava no meio do caminho.

Sem forças para reclamar e querendo chegar na minha cama, acatei e fomos embora, um atraso básico de mais 30 minutos e já escaldando dentro do ônibus o motorista teve misericórdia e embarcamos. Não bastasse ficar sem ar, os vidros do ônibus eram selados, não podendo ser abertos, obviamente.

A única passagem de ar era aquela localizada acima desses veículos, uma saída de emergência de uns 6cm de altura. Tratei de guardar minhas poltronas onde desceria aquela paupérrima brisa durante toda a viagem. Até me acostumei, como era noite não incomodava tanto para quem sente o calor de Teresina diariamente. Antes de Monsenhor Gil-PI senti algumas gotas caindo no espaço entreaberto por onde a brisa passava, e adivinhe? Chuva! E adivinhem onde ela descia milimetricamente? Da minha bagagem que estava na poltrona ao lado até no meu rosto; que maravilha hein, o lado bom é que esfriou, mas deixou a mochila de roupas um tanto molhada. Depois das paradas, algumas desnecessárias, em todas as cidades do caminho já tinha abstraído tudo e chegado ao meu destino com 2 horas de atraso, justamente o que eu precisaria para descansar um pouco e acordar às 07 horas para o ir pro trabalho. Enfim, decidi relevar a volta pra casa por que a estadia na casa que me acolheu foi mais uma vez ótima, voltarei mais vezes, só me esforçarei para não repetir a viagem nessa mesma empresa viária. Deus me livre.

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