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O raciocínio é simples. No xadrez temos 16 peças, 8 peões, pares de bispos, torres, cavalos e um casal muito bonitinho na parte central de cada conjunto de peças,  chamado por um título nobre de rei e rainha.

Teoricamente, com exceção dos peões que são kamikazes, por muita vezes mais suicidas do que matadores temos uma defesa concisa e muito bem organizada até ousarmos falar xeque-mate, aliás tem uma coroa enxuta – se me permite o desrespeito – de bastante serventia, sim, é a rainha. Aquela que deveria proteger os mais fracos, nesse caso não é o rei e sua preguiça de se movimentar apenas para uma de suas oito posições disponíveis, por sua vez, acredito que a toda-poderosa deveria agir em prol dos peões. Pois bem, em se tratando de xadrez e sistema, chamo o rei e a rainha de Estado e Justiça. Vou além e divido as peças brancas e pretas em Estado Institucional e o Estado Paralelo.

Um peão guerreiro com documentos em mãos compra uma moto na loja específica, financia da forma menos ruim possível, pois na falta do dinheiro até promete a alma ao diabo e após isso ele prever que irá tirar daquele objeto seu sustento.

Outro peão tem idéias interessantes começa alguma fabricação artesanal e assim comercializa algumas peças, conseguindo o sustento da família daquilo que lhe parece certo fazer.

Enquanto outro pensou em comprar um automóvel de mais lugares, para transportar mais pessoas e assim, quem sabe, ter um faturamento maior pois percebe que sua concepção de negócio está mais abrangente.

Engano deles se pensam que é sair da loja montado em sua nova galinha dos ovos de ouro e engatar as várias corridas propostas ou ainda fabricar em maior quantidade que vem grana alta sem precisar mostrar pro leão, aquele que come no seu pratonos meses maio e novembro, todo santo ano, a alíquota de 22% e continua correndo atrás de você nos outros 10 meses restantes.

Continua amanhã…

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