Procurando tirar mensagens de filmes, livros ou músicas, me pego refletindo sobre alguns temas que já haviam passado pelo meu pensamento, inclusive, esse que leva o título do post seria uma das mensagens principais, junto do racismo que me levou a escrever um curta para um trabalho, que infelizmente está parado.

Falando, nesse momento, especificamente sobre o filme, é visível a intenção de Meireles de nos deixar impacientes com a fotografia antagônica utilizada em Cidade de Deus, em tons frios, nos deixando parcialmente com os sintomas da doença abordada no filme. Mas não vou me ater a reviews de cinema, aqui você terá ótimas leituras do filme e informações sobre o mesmo aqui. E sim, eu recomendo assistir.

Pouco se fala de como é feito o tratamento de pessoas especiais, logicamente não é como o filme mostra, independente dos cegos, aliás, sequer procuramos entender como o filme procura transmitir a mensagem do caos. Ao imaginar como seria se uma parcela da população perdesse o direito de enxergar nos restaria apenas um instinto, o da sobrevivência. Essa palavra é fichinha para quem vem ao mundo com a necessidade extra na falta dos sentidos.

Em entrevista a um repórter de rede nacional, um garotinho de aproximadamente sete anos respondia que conseguia ver mais que um adulto ou outra criança que tivesse a visão saudável, e explicou:

“Enxergo, por que consigo sentir o que as pessoas não vêem.”

O fato é que não importa como as pessoas recebem uma mensagem, elas não a colocam em prática.

SERVIÇO:
Ensaio Sobre a Cegueira
Drama
– +16 Anos
– Legendado

– Duração: 2h
– Horários:
– 19h – 21h25
De segunda a sexta, antes das 18:00h:
Inteira, R$ 6,00 – Meia, R$ 3,00
Após 18:00h:
Inteira, R$ 14,00 – Meia, R$ 6,00

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