Uma palavra ausente nos últimos anos na boca do povo brasileiro é segurança, quando se faz presente é acompanhada da seguinte forma: falta de segurança.

No Brasil, o índice de segurança fica abaixo da média da América Latina, trocando em miúdos, enquanto escrevo esse texto no mínimo 8 tipos – que fique claro, tipos, não é a  quantidade – de crimes acontecem em todo o Brasil, para esclarecer mais ainda, meia-dúzia de crianças são violentadas, ‘chefes’ de família furtam em pequenos comércios, mais de 38 aviões entregam drogas em diversos pontos do território, 5 homicídios acontecem enquanto não damos mais a mesma importância, e isso enquanto escrevo esse texto.

Por falar em homicídios, a taxa do Piauí é a menor de todo o Brasil, mas isso não é pra comemorar, já que também é a federação que menos investe em políticas de segurança pública. A diferença existente aqui em contrapartida aos demais estados é que a maioria dos meliantes ‘apenas’ encostam a arma em você, seja arma branca, de fogo ou a audácia que eles têm de encostar um tubo de plástico onde muitos ainda não descobriram o prazer que deve proporcionar a eles tirar uma vida enquanto que no pânico não sabemos nem se sairemos vivo, quanto mais se iremos perceber o rosto do criminoso ou ainda saber se aquilo realmente iria disparar. Deus me livre de tirar prova algum dia.

O panorama hoje, de Teresina é o seguinte:

O Pentágono teresinense
O Pentágono teresinense

Oito, sendo bondoso, 10% da área territorial da capital do estado está teoricamente segura, aliás, se retratarmos esse valor em número de habitantes, acredito que essa zona equivale a 5% dos teresinenses. E olha que grades, trancas e vidros reforçados, cerca elétrica, cachorros com pedigree, seguranças particulares, entre outras formas de segurança que não são empecilho para esses residentes e empresários que ali investem. E isso não é um crime, pelo contrário, eles têm direito, o que é inaceitável é 95% da população não ter a mesma condição particular e ainda perder o seu direito de ter a segurança pública em boa parte da cidade.

Planta de Teresina
Planta de Teresina

É gritante a forma do esquema utilizado para defender a minoria, enquanto que moradores e comerciantes que já foram assaltados e humilhados inúmeras vezes, como é o caso do Seu Antônio, que possui um mercadinho e já foi vítima mais de 15 vezes de marginais e não tem direito a uma viatura na sua região.

Há ainda a relação teimosa em não aceitar do qual alguns dos tubarões que respondem por vários delitos, seja ele correspondente a drogas, lavagem de dinheiro, furto de equipamentos eletrônicos e veículos ou ainda desvio e má apropriação de verba pública pertencem justamente a uma parcela que é protegida pelo esquema de segurança adotado e todos nós pagamos tributos na proporção que cada cidadão deve pagar.

Pergunto qual será a sua reação, além de ficar indignado, após ter um estabelecimento assaltado, ou um filho que perdera seu celular ou bicicleta furtada por um trombadinha, será ir no DP mais próximo de sua casa? Ligue antes avisando que pretende ir fazer um BO. Provavelmente eles estarão fazendo ronda para a parcela da população que você não pertence.

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