Em meio à crise econômica quem disse que existe o cliente? Aliás, quando foi que esse existiu. Até concordo que podem nos apelidar de consumidor, por que enfim, compramos para o gasto próprio ou de terceiros e adquirimos o direito de usar aquilo, seja produto, serviço, sensação ou nome que tiver.

Mas somos os compradores, os últimos da cadeia alimentar mais voraz da selva ou seria da cidade, sim, os últimos porque até você conseguir alcançar e valer seu direito, vai pensando que consegue, já terá sido devorado por alguns predadores pelo caminho, o SAC terá arrancado uma fatia enorme do seu tempo, o setor de negociação arrancará o seu cérebro com tanta explanação das taxas e se for levantar uma causa precisará de um bom advogado, que lhe custará os olhos da cara, um dos seus, é claro!

Aí passa o tempo, você espera alguma resposta, nada acontece, já está careca porque os fios de cabelo ficaram no escritório e aí vem a cruel pergunta, como posso valer esse direito, se já fui a defensoria pública, ministério público, PROCON, tudo que teoricamente tem a visão, missão, objetivo ou princípio de defender os fracos e oprimidos e na hora H: Brocham.

É, meu caro, temos que admitir que uma andorinha só não faz verão (ditado surrado), mas é válido para essas situações, lembram do voto, aquele dever que normalmente é solicitado a cada 2 anos para escolhas de representatividades do povo? Parece que ele não anda concedendo a você nenhum direito, você não parece bem, anda com olheiras, filtros de cigarros pela mesa e um café passado há dias ainda refoga suas tripas em busca de algum caroço de feijão que não é colocado por que a crise econômica bateu a sua porta por toda a vida e só agora parece que atingiu o bolso de quem fumava em dólares e tomava whisky no Caribe ou viajava entre países do primeiro mundo, porque enquanto estávamos reclamando por um objeto que não funcionava ou por um alimento fora da sua validade, os índices econômicos iam de vento e polpa para os grandes empresários, pra eles pelo menos, porque para nós que não temos fundos, derivativos e não precisamos mais se endividar ainda mais com as alíquotas a vida é essa mesmo que você está acostumado, preço aumenta e eles colocam uma ponta vermelha no seu nariz.

Mas o Estado do seu Mantega tá aí e com a ajuda do seu Meirelles e mesmo com a arrecadação monstruosa eles tão vindo pedir ajuda logo pra nós, aqueles que têm o poder do voto, tão ‘aconselhando’ para não sacarmos o dinheiro da poupança e nem deixar de comprar na praça pra não esfriar a quitanda deles, talvez para planejarem uma forma de aumentar os juros de débito encurtando os de crédito. E próximo ano aguarde, a CPMF virá de cara nova e terá o apelido carinhoso de CSS, Contribuição Social para Saúde, ou melhor, Carregaremos Seu Salário.

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