Belo dia, quente, mas um belo dia. Começamos com um trânsito tranquilo, um engavetamento básico de 4 carros após a ponte, mas que paralisa 3Km antes e dá-lhe um belo dia, ônibus vão para as pistas mais rápidas e nos resta dribá-los e escolher travessas mais estreitas para chegar ao local de trabalho, sem tempo, leia-se: atrasado, passo a vista no jornal, preparo a pauta e vamos apressar.

Recebo uma ligação me informando que um manuscrito confidencial foi esquecido no transporte coletivo chamado de lata de sardinha a vácuo, por que essa beleza de sol ameno e vento gélido que nos rodeia não é pra qualquer carne macia não. Você atende o chamado e aguarda notificações para ir de encontro ao objeto, mas não é suficiente apenas perdê-lo de vista, ele foi raptado, sim, ele não será mais devolvido enquanto não houver algum benefício a quem lhe tirou o direito de guardar em sua responsabilidade aquelas anotações sinceramente tão importantes, a ponto de estabelecer a carreira promissora de um cidadão de bem.

Alguns minutos depois, após tentativas de contato com os criminosos que impuseram dificuldades às autoridades de reaver o objeto, você identifica o local da desova e se encaminha até lá com alguns ingredientes em mente caso alguma situação seja fornecida e você não tenha como recorrer.

Após o destino ser alcançado você é abordado por um cão de características singelas, mas com um latido estridente a ponto de dar aquela vontade de chutá-lo sabe aquela bola que se encontra na marca do pênalti e você confiante que fará o gol. Idêntico.

O incrível é que o sombrio entrave se transforma numa situação demorada para a localização específica do objeto e daí somos abordados de forma breve e rápida pelo detentores do nosso objetivo e ele confirma nossa identificação, entregando o caderno que possuía anotações de matéria de forma fácil. Retornamos ao nosso QG. Simples.

Não foi nada que a adrenalina havia demonstrado até ali do que seria, mas planos não faltaram.
Dia agitado. Volte ao trabalho.

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