A volta.

Dezembro 30, 2008

Seguinte, outra vez, muito simples.
Destino: minha casa.
Duração da viagem: 9h no máx.
Quantas pessoas: Dessa vez, sozinho.
Uma passagem de ônibus: A empresa maldita do Agreste.

Resultado: Ao programar minha volta para domingo, dia 28, após passar 4 dias em terras pernambucanas vi que estava atrasado para o ponto de deslocamento, o ônibus saía às 17:30, eu levaria aproximados 40minutos para chegar a rodoviária. O horário? 16:20. Felizmente o carro surgiu, então lá vamos nós. Ops, ainda não. Uma viajante extra pede carona e ainda vai pegar algumas pequenas caixas, somamos um atraso de 10 minutos, ok, decididamente estou em cima da hora.

Ao chegar no guichê descubro que há vaga e o ônibus ainda não chegou, menos mal. Embarquei. Após 2 horas de percurso. Paramos em Araripina-PE para jantar, pedi o que me deixaria com água na boca se fosse realmente feito na hora, mas a carne de sol com macaxeira fria, digo frita mais parecia carne de gado assada com banana, entretanto, o refrigerante salvou. Voltando pro ônibus me informam que teríamos que trocar de ônibus por que o ar-condicionado estava quebrado. Engraçado, não tinha percebido isso. É claro que não tinha percebido, o que quebrou foi do outro ônibus e sem perguntar a nós, trocaram as bagagens e quem quisesse achar ruim, ficava no meio do caminho.

Sem forças para reclamar e querendo chegar na minha cama, acatei e fomos embora, um atraso básico de mais 30 minutos e já escaldando dentro do ônibus o motorista teve misericórdia e embarcamos. Não bastasse ficar sem ar, os vidros do ônibus eram selados, não podendo ser abertos, obviamente.

A única passagem de ar era aquela localizada acima desses veículos, uma saída de emergência de uns 6cm de altura. Tratei de guardar minhas poltronas onde desceria aquela paupérrima brisa durante toda a viagem. Até me acostumei, como era noite não incomodava tanto para quem sente o calor de Teresina diariamente. Antes de Monsenhor Gil-PI senti algumas gotas caindo no espaço entreaberto por onde a brisa passava, e adivinhe? Chuva! E adivinhem onde ela descia milimetricamente? Da minha bagagem que estava na poltrona ao lado até no meu rosto; que maravilha hein, o lado bom é que esfriou, mas deixou a mochila de roupas um tanto molhada. Depois das paradas, algumas desnecessárias, em todas as cidades do caminho já tinha abstraído tudo e chegado ao meu destino com 2 horas de atraso, justamente o que eu precisaria para descansar um pouco e acordar às 07 horas para o ir pro trabalho. Enfim, decidi relevar a volta pra casa por que a estadia na casa que me acolheu foi mais uma vez ótima, voltarei mais vezes, só me esforçarei para não repetir a viagem nessa mesma empresa viária. Deus me livre.


Já ficou empenhado?

Novembro 30, 2008

Não confunda em já ter se dedicado na realização de alguma tarefa. A intenção tratada é se você já deixou algum objeto em algum estabelecimento por não ter pago a conta, se já lavou pratos ou se já foi rejeitado por não ter a condição de pagamento que o estabelecimento aceitasse, não pequem em suas mentes, quero dizer se tinha Visa e só aceitavam Master. =P

Então, umas duas vezes já me peguei sem nenhum centavo no bolso, literalmente, infelizmente isso é inversamente proporcional à vontade de comer, sim, a fome é um problema e tanto.

Numa noite em que precisava fazer um traslado de passageiros às 0h procurei algum estabelecimento aberto, mas no caminho do aeroporto não vi nenhum que aceitasse cartão de crédito/débito, estava sem dinheiro em espécie na carteira, mas eis que estala nessa humilde massa cefálica a maneira de pagar o lanche com os últimos 8 vale-transporte disponíveis na carteira. Por que não usá-los, pensei.

Foi aí que o negócio começou a desandar, ao perguntar para o balconista do trailer de sanduíches se ele aceitava, talvez, a mais nova forma de pagamento a ser utilizada ali, o mesmo disse que só o responsável poderia dar a resposta, então foi chamá-la.

Senhora responsável do trailer: Oi, o que era mesmo? – um mar de boa vontade
Eu: Olá, boa noite, é que aqui não aceita cartão e não tenho dinheiro em espécie na carteira e desejaria saber se a senhora aceita vale-transporte em troca de um lanche, um hamburguer com refrigerante, tenho 8 vales, acredito que o valor seja superior do lanche.
Senhora responsável do trailer nada comerciante: Não usamos vales.
Eu: Mas você pode aceitar e vender na banquinha amanhã.
Senhora responsável do trailer nada comerciante e muito grossa: Mas vale não serve pra nós, já disse.
Eu: Mesmo eu vendendo mais barato para você, assim você ganha em cima do lanche e do vale quando for revender.
Senhora responsável do trailer nada comerciante e muito grossa anta ao extremo: Mesmo assim não serve.
Eu: Tudo bem.

Aborrecido, decepcionado e com fome, me dirigi ao carro pensando em como as pessoas não sabem conversar e negociar, no caso, a vantagem era toda do estabelecimento, pois não iria perder um centavo. E com certeza teria ganho um cliente. Agora mesmo me lembrei de uma outra oportunidade em que passei um perrengue desses, mas vou deixar para uma outra vez, já fui humilhado demais por hoje. =P