Filmar é coisa do passado.

Janeiro 14, 2009

Viver em terras tupiniquins fica cada vez mais difícil. A conjuntura é complexa ao extremo, composta de crise econômica mundial, dólar que não cede para os lados de cá, os três poderes aprovam bonificações, aumentos para altos cargos enquanto que o governo corta gastos menos dentro de casa, concordam?! E as vantagens para os brasileiros? Não vejo, não ouço, não percebo nada a favor.

Obviamente o resultado disso é o aumento de tributos, a iniciativa privada corta gastos, demite funcionários, consumo diminui, mais pessoas perdem os empregos e fica cada vez mais visível a deficiência em infra-estrutura, em segurança-pública, fiquei até na dúvida se uso o hífen, pois agora tem uma tal de reforma ortográfica que é justificada para internacionalizar a língua, entretanto, a China e aqueles lados não precisaram disso para mostrar do que são capazes em diversos aspectos que não precisam ser comentados, voltando ao assunto principal e de revolta.

Não sou a favor da violência, minto, adoro que justiça seja feita com violência. Há meses não assistia o Jornal Nacional, não que seja um programa preferido, mas não pude deixar de reparar a quantidade de notícias que não trazem nenhum aspecto positivo mundialmente ou nacionalmente.

A pauta se dividiu em crise internacional e consequetemente como está  a situação no Brasil, a posse de Obama, o conflito de Gaza, o veto de acordos no Congresso Nacional, o estado das estradas federais e a segurança pública, pronto, aqui era o ponto desse post. Até iam falar de esporte, mas às vezes não dá tempo por que é horário nobre então aqui também vai ser. Vamos ao que interessa.

Quadrilha de 30 homens armados em 10 carros assaltam condomínio de casas de luxo em SP. Difícil de resolver? Talvez. Quem mora ali, só vendedor comissionado? Acredito que pessoas muito mais ‘importantes’ (foram levados quase 1 mi em dinheiro de uma das casas que deve pertencer a quem blinda até as fezes janelas, infelizmente não blinda cerébros ou paga a quem não tem). Como resolver?

Serei claro: Segurança particular coletivo é sinônimo de burrice. Agora serei simples: 1 fuzil não custa muito para um dono dessas casas, se é que algum não colecione armas em casa. Resultado? Troca as câmeras e põe 2 ou 3 cidadãos numa guarita blindada de verdade só com o cano de fora apontado para o alvo. Melhor, ao invés dos comerciantes terem apenas câmeras no circuito interno de seus estabelecimentos, que armem minas terrestres de pequeno raio de ação ao fecharem suas lojas, pois já que vão ter suas vitrines quebradas aproveitam e explodem um ou dois ingênuos meliantes que só querem um gabinete de PC para acessarem à internet e dizer que estão participando da revolucionária inclusão digital. A verdade é que virou mania aparecer, além de tá adquirindo de maneira ilícita um bem material, o cidadão ainda aparece no Jornal diário e deve achar bonito chegar em casa e assistir na TV, que pegou na madrugada, o que as câmeras filmaram. Orgulho da mamãe.

Brasil é terra de ninguém, Estado interfere, suja e rende até a alma de quem é mantenedor dele, o contribuinte. A sociedade se torna refém do paralelismo e passar a agir passivamente pois não tem quem esteja ao seu lado. Ah, uma dica, os donos dos projetos de segurança que autorizarem os disparos e explosões tratem de contratar uma prestadora de serviços de limpeza, se dependerem do serviço público, já sinto o mau cheiro. Ops, ia esquecendo, o Ministério Público adora um caso de legítima defesa, pena que não irá favorecer o seu lado, os Direitos Humanos são tão precisos nessas horas.


Xeque-mate #2

Dezembro 19, 2008

peao

Continuando o post de ontem.

É preciso legalizar, como dizem os bispos do nosso rei. Incontáveis documentos. Autorizações, certidões, assinaturas, carimbos, firmas reconhecidas, o tempo passa você enfrentou filas, um mês e as filas não diminuem e não há uma torre que lhe traga sombra pois você é quem a defende e o rei apenas se mantém firme, intacto, protegido pela rainha e os peões na linha de frente, nós, sempre atentos e competentes, mas jamais reconhecidos, sequer prestigiados.

É frustrante você pertencer a um lugar que lhe pede auxílio moradia, segurança, educação, saúde e todas essas necessidades de primeiro plano e infelizmente não dispõe do retorno dessa contribuição.

É frustrante você querer trabalhar da maneira mais correta e ser impedido por toda a burocracia que antecede esse processo.

É frustrante você manter um rei cercado de barreiras e ser mal tratado em todo poder público em esfera municipal, estadual ou federal por uma informação ou ser prejudicado por extorsões pelo motivo que é conseguir um alimento para pôr na mesa e educar seus filhos com dignidade e um teto para viver o suficiente pra acordar todo dia e trabalhar honestamente.

O raciocínio não é tão simples. Não basta você saber, tem muito mais atrás.
Você não tem saída, a primeira peça a ser retirada do tabuleiro com certeza é um peão. Pertencer ao Estado institucional é ter uma decepção consigo.
Sou frustrado por que sou cidadão.


Xeque-mate #1

Dezembro 18, 2008

peao

O raciocínio é simples. No xadrez temos 16 peças, 8 peões, pares de bispos, torres, cavalos e um casal muito bonitinho na parte central de cada conjunto de peças,  chamado por um título nobre de rei e rainha.

Teoricamente, com exceção dos peões que são kamikazes, por muita vezes mais suicidas do que matadores temos uma defesa concisa e muito bem organizada até ousarmos falar xeque-mate, aliás tem uma coroa enxuta - se me permite o desrespeito – de bastante serventia, sim, é a rainha. Aquela que deveria proteger os mais fracos, nesse caso não é o rei e sua preguiça de se movimentar apenas para uma de suas oito posições disponíveis, por sua vez, acredito que a toda-poderosa deveria agir em prol dos peões. Pois bem, em se tratando de xadrez e sistema, chamo o rei e a rainha de Estado e Justiça. Vou além e divido as peças brancas e pretas em Estado Institucional e o Estado Paralelo.

Um peão guerreiro com documentos em mãos compra uma moto na loja específica, financia da forma menos ruim possível, pois na falta do dinheiro até promete a alma ao diabo e após isso ele prever que irá tirar daquele objeto seu sustento.

Outro peão tem idéias interessantes começa alguma fabricação artesanal e assim comercializa algumas peças, conseguindo o sustento da família daquilo que lhe parece certo fazer.

Enquanto outro pensou em comprar um automóvel de mais lugares, para transportar mais pessoas e assim, quem sabe, ter um faturamento maior pois percebe que sua concepção de negócio está mais abrangente.

Engano deles se pensam que é sair da loja montado em sua nova galinha dos ovos de ouro e engatar as várias corridas propostas ou ainda fabricar em maior quantidade que vem grana alta sem precisar mostrar pro leão, aquele que come no seu pratonos meses maio e novembro, todo santo ano, a alíquota de 22% e continua correndo atrás de você nos outros 10 meses restantes.

Continua amanhã…


A censura está expressamente censurada.

Novembro 27, 2008

Alguém leu sobre a censura da wikipedia na Alemanha? Leia aqui. E sobre a censura de linkar diretamente a notícias e visitar a home do portal dinamarquês antes de conferir o que eu realmente estava a procura? Não procure ler, você será levado às páginas principais dos portais por lá. Lembram do caso do twitter na campanha eleitoral da candidata a prefeitura de Fortaleza? E a justiça derrubou um site relacionado a comunicação na internet, mas que não tinha nada haver com o microblog? Inacreditável.

A reciclagem de informação e adaptação devia servir para quem é mestre, doutor, juiz ou qualquer um de gravata que manda por aí e pensa que já sabe de tudo, seja aqui no Nordeste, no Brasil ou até no Velho Mundo, fico pensando como o autoritarismo ainda é presente nos dias de hoje e o processo que faz a mediação dessas informações é frustrante, o Estado tem força mas é um gigante mudo.

Sabe aquela insatisfação com serviço público que você tem? Não é novidade que os serviços privados também provocam a mesma sensação, a solução começa a ser apontada pra que você mesmo produza seu subsídio, ou seja, que voltemos ao tempo que em descobriram a agricultura e domesticaram os animais, mas para quê? Vamos plantar no asfalto e domesticar uma vaca num cubo chamado elevador? Por que a terra já tem dono e o espaço tá sendo dividido há tempos.

A única forma que me traz alívio é não ter proibição de falar, enxergar, ouvir, cheirar e ainda poder sentir. Não ampute seus sentidos.