Direito invisível

Novembro 2, 2008

Como você se sente quando é lesado? Aliás, você já se sentiu engano pós-compra? Eu me preocupo e com certeza o stress vem junto, dá vontade de tomar partido, de discutir e resolver o problema, nunca cheguei ao extremo, mas não sabemos quando irá precisar, quem sabe pensarei duas vezes antes de me exceder, entretanto, sempre dá pra pensar.

Cheguei a conclusão que somos todos lesados, não no sentido de amigo chamar sacanear o outro, também não é no sentido do cidadão ser desligado mesmo, por que até aí é permitido. O problema é quando você é o consumidor, comprador, ou do que nos chamamos vide texto sobre consumidor -  clique aqui – desatento, que entra no estabelecimento, pede, usa, paga e vai embora, pelo menos essa é a ordem normal, ultimamente há casos de pedir, pagar e não usar e de acordo com a lei nº 8.078 e seus 120 artigos e mais centenas de incisos você tem direito a um Direito teoricamente expressivo, pena que o negócio começa a desandar, ou ainda, parar, estagnar, impedindo o consumidor de continuar ou recorrer em sua defesa, onde a falta de informação favorece a quem interessa.

Depois de alguma simples procura, descobri que meu ex-provedor de internet me fornecia uma assinatura onde eu pagava mais por menos, da seguinte maneira, tinha benefícios X e depois de quase 4 anos como assinante e ganhar o mesmo e-card de aniversário enquanto no mesmo tempo ele retirou algumas ‘coisinhas’ que possivelmente não sentiria falta, batata, fui procurar uma dessas ‘coisinhas’ e não achei por que meu digníssimo plano não fornecia mais esse direito, sacou? Eles deveriam avisar sobre as mudanças, aliás ao ligar pro SAC fui informado que um novo plano acabava de ser criado e não era onde a tal ‘coisinha’ que eu estava atrás estava sendo ofertada e uma coisa ainda melhor, pagaria menos por mais, acreditem.

Fiquei surpreso, aliás, ao clicar no possível Clube de assinantes, onde participamos de promoções e ganhamos descontos em estabelecimentos e serviços, descobri que o nosso glorioso estado até pouco tempo atrás não dispunha de nenhuma empresa cadastrada, há alguns meses apareceram algumas empresas e mesmo assim, acredito que assinantes da região deveriam ser informados sobre a disposição dessas ofertas, já que descobri irei aproveitar, correto? Errado, uma dificuldade para o atendimento de balcão desses estabelecimentos aceitarem descontos ou quando ainda eles implicam regras absurdas como você ter que provar que é assinante e mostrar uma carteira do clube, licença mais essa carteira não existe senhor gerente.

Chego pensar em desistir desses direitos, mas aí penso que abrindo mão disso se forma um vício bastante comum no mercado onde a filosofia de bem-estar do cliente é teoricamente um paraíso, enquanto a prática se torna um inferno, adoro o calor que esse segundo supostamente poderia oferecer, mas a brisa e uma várzea verdinha me interessa mais ainda, então a temporada de caça aos direitos está aberta. Follow me!


Ser consumidor é uma maldição. Ser milionário hoje talvez seja também.

Outubro 24, 2008

Em meio à crise econômica quem disse que existe o cliente? Aliás, quando foi que esse existiu. Até concordo que podem nos apelidar de consumidor, por que enfim, compramos para o gasto próprio ou de terceiros e adquirimos o direito de usar aquilo, seja produto, serviço, sensação ou nome que tiver.

Mas somos os compradores, os últimos da cadeia alimentar mais voraz da selva ou seria da cidade, sim, os últimos porque até você conseguir alcançar e valer seu direito, vai pensando que consegue, já terá sido devorado por alguns predadores pelo caminho, o SAC terá arrancado uma fatia enorme do seu tempo, o setor de negociação arrancará o seu cérebro com tanta explanação das taxas e se for levantar uma causa precisará de um bom advogado, que lhe custará os olhos da cara, um dos seus, é claro!

Aí passa o tempo, você espera alguma resposta, nada acontece, já está careca porque os fios de cabelo ficaram no escritório e aí vem a cruel pergunta, como posso valer esse direito, se já fui a defensoria pública, ministério público, PROCON, tudo que teoricamente tem a visão, missão, objetivo ou princípio de defender os fracos e oprimidos e na hora H: Brocham.

É, meu caro, temos que admitir que uma andorinha só não faz verão (ditado surrado), mas é válido para essas situações, lembram do voto, aquele dever que normalmente é solicitado a cada 2 anos para escolhas de representatividades do povo? Parece que ele não anda concedendo a você nenhum direito, você não parece bem, anda com olheiras, filtros de cigarros pela mesa e um café passado há dias ainda refoga suas tripas em busca de algum caroço de feijão que não é colocado por que a crise econômica bateu a sua porta por toda a vida e só agora parece que atingiu o bolso de quem fumava em dólares e tomava whisky no Caribe ou viajava entre países do primeiro mundo, porque enquanto estávamos reclamando por um objeto que não funcionava ou por um alimento fora da sua validade, os índices econômicos iam de vento e polpa para os grandes empresários, pra eles pelo menos, porque para nós que não temos fundos, derivativos e não precisamos mais se endividar ainda mais com as alíquotas a vida é essa mesmo que você está acostumado, preço aumenta e eles colocam uma ponta vermelha no seu nariz.

Mas o Estado do seu Mantega tá aí e com a ajuda do seu Meirelles e mesmo com a arrecadação monstruosa eles tão vindo pedir ajuda logo pra nós, aqueles que têm o poder do voto, tão ‘aconselhando’ para não sacarmos o dinheiro da poupança e nem deixar de comprar na praça pra não esfriar a quitanda deles, talvez para planejarem uma forma de aumentar os juros de débito encurtando os de crédito. E próximo ano aguarde, a CPMF virá de cara nova e terá o apelido carinhoso de CSS, Contribuição Social para Saúde, ou melhor, Carregaremos Seu Salário.