Dezembro 19, 2008

Continuando o post de ontem.
É preciso legalizar, como dizem os bispos do nosso rei. Incontáveis documentos. Autorizações, certidões, assinaturas, carimbos, firmas reconhecidas, o tempo passa você enfrentou filas, um mês e as filas não diminuem e não há uma torre que lhe traga sombra pois você é quem a defende e o rei apenas se mantém firme, intacto, protegido pela rainha e os peões na linha de frente, nós, sempre atentos e competentes, mas jamais reconhecidos, sequer prestigiados.
É frustrante você pertencer a um lugar que lhe pede auxílio moradia, segurança, educação, saúde e todas essas necessidades de primeiro plano e infelizmente não dispõe do retorno dessa contribuição.
É frustrante você querer trabalhar da maneira mais correta e ser impedido por toda a burocracia que antecede esse processo.
É frustrante você manter um rei cercado de barreiras e ser mal tratado em todo poder público em esfera municipal, estadual ou federal por uma informação ou ser prejudicado por extorsões pelo motivo que é conseguir um alimento para pôr na mesa e educar seus filhos com dignidade e um teto para viver o suficiente pra acordar todo dia e trabalhar honestamente.
O raciocínio não é tão simples. Não basta você saber, tem muito mais atrás.
Você não tem saída, a primeira peça a ser retirada do tabuleiro com certeza é um peão. Pertencer ao Estado institucional é ter uma decepção consigo.
Sou frustrado por que sou cidadão.
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Escrito por itallovictor
Dezembro 18, 2008

O raciocínio é simples. No xadrez temos 16 peças, 8 peões, pares de bispos, torres, cavalos e um casal muito bonitinho na parte central de cada conjunto de peças, chamado por um título nobre de rei e rainha.
Teoricamente, com exceção dos peões que são kamikazes, por muita vezes mais suicidas do que matadores temos uma defesa concisa e muito bem organizada até ousarmos falar xeque-mate, aliás tem uma coroa enxuta - se me permite o desrespeito – de bastante serventia, sim, é a rainha. Aquela que deveria proteger os mais fracos, nesse caso não é o rei e sua preguiça de se movimentar apenas para uma de suas oito posições disponíveis, por sua vez, acredito que a toda-poderosa deveria agir em prol dos peões. Pois bem, em se tratando de xadrez e sistema, chamo o rei e a rainha de Estado e Justiça. Vou além e divido as peças brancas e pretas em Estado Institucional e o Estado Paralelo.
Um peão guerreiro com documentos em mãos compra uma moto na loja específica, financia da forma menos ruim possível, pois na falta do dinheiro até promete a alma ao diabo e após isso ele prever que irá tirar daquele objeto seu sustento.
Outro peão tem idéias interessantes começa alguma fabricação artesanal e assim comercializa algumas peças, conseguindo o sustento da família daquilo que lhe parece certo fazer.
Enquanto outro pensou em comprar um automóvel de mais lugares, para transportar mais pessoas e assim, quem sabe, ter um faturamento maior pois percebe que sua concepção de negócio está mais abrangente.
Engano deles se pensam que é sair da loja montado em sua nova galinha dos ovos de ouro e engatar as várias corridas propostas ou ainda fabricar em maior quantidade que vem grana alta sem precisar mostrar pro leão, aquele que come no seu pratonos meses maio e novembro, todo santo ano, a alíquota de 22% e continua correndo atrás de você nos outros 10 meses restantes.
Continua amanhã…
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Escrito por itallovictor