#01. Camisa Twister

Outubro 29, 2008

Caros leitores,

devido a grande procura por nossa linha exclusiva de camisetas pessoais vide imagem abaixo, decidimos ampliar a produção e convocar a todos interessados a participarem dessa disseminação web2.0 em específico dos microblogs.

Resumindo: Quem quiser a camisa 1ª Edição Twister, com seu @, solicitará aqui no blog ao preço unitário de R$ 15,00.

#01. Twister
Style: @anacereza
Designer: @itallo

Data limite de pagamento: 03/11/08
Cores disponíveis: Branca e Vermelha.
Forma de pagamento: Depósito Bancário
Forma de envio: Via SEDEX/Motoboy/Amigos

Valor (R$): 15,00
Mais informações: itallovic@gmail.com


Ansiedade de um comunicador, leia-se: entusiasta 2.0

Outubro 28, 2008

Sabe aquela vontade de abraçar o mundo com os olhos? Sim, por que os braços e pernas já estão sendo usados faz tempo e não há como atribuir idéias para consolidarmos um grupo determinado e muito menos organizá-las por que a informação é muito rápida. E enquanto escrevo esse texto a verdade é que o mesmo já é defasado e a forma de verificar aquela informação ou adquiri-la é longa, então lá vamos nós realizarmos todo um processo de composição de informação.

Começaremos uma nova busca, pesquisaremos referências bibliográficas, clicaremos numa infinidade de links, selecionaremos dezenas de textos, salvaremos centenas de imagens, vasculharemos nossos bookmarks, ufa, tanta atividade apenas para provocar o LER precoce. Após fazer toda essa parte burocrática e não temos à disposição um gerente de arquivos ou uma biblioteconomista, e aí bate um cansaço, uma falta de disposição, vulgarmente chamada de preguiça e ao olhar pra tudo aquilo esquecendo todo o processo construtivo lembramos que os sites favoritos, twitters, blogs e comunidades que você acompanha já foram atualizados e você precisa correr pra não ficar baleiando*.

É, a vida de #nerdpower #blogueiro #entusiasta que vem sendo tratada de forma mutante, literalmente, são transformações, evoluções, idéias que ‘viralizam’, conteúdo relevante ou não na sua maioria que ganha publicação e a verdade é que se torna cada vez mais difícil um texto novo ganhar destaque, não sendo o bastante e para não ficar atrás com uma missão quase impossível ainda existem os que já conquistaram seu espaço e lutam fervorosamente para se manterem lá, mesmo que não tenham um espaço na sombra com regalias e reconhecimento do público estarão faminto por novidades e por uma boa dose de interação.

 

*baleiar – vem de baleia, devido ao seu peso, acredito eu, teoricamente esse animal foi escolhido para representar que as coisas andam devagar, no limite, não muito suficiente para acompanhar o que acontece, o que pode significar também que ele representa algo que não está atualizado.
Fonte: Itallopedia (visão pessoal)


Ser consumidor é uma maldição. Ser milionário hoje talvez seja também.

Outubro 24, 2008

Em meio à crise econômica quem disse que existe o cliente? Aliás, quando foi que esse existiu. Até concordo que podem nos apelidar de consumidor, por que enfim, compramos para o gasto próprio ou de terceiros e adquirimos o direito de usar aquilo, seja produto, serviço, sensação ou nome que tiver.

Mas somos os compradores, os últimos da cadeia alimentar mais voraz da selva ou seria da cidade, sim, os últimos porque até você conseguir alcançar e valer seu direito, vai pensando que consegue, já terá sido devorado por alguns predadores pelo caminho, o SAC terá arrancado uma fatia enorme do seu tempo, o setor de negociação arrancará o seu cérebro com tanta explanação das taxas e se for levantar uma causa precisará de um bom advogado, que lhe custará os olhos da cara, um dos seus, é claro!

Aí passa o tempo, você espera alguma resposta, nada acontece, já está careca porque os fios de cabelo ficaram no escritório e aí vem a cruel pergunta, como posso valer esse direito, se já fui a defensoria pública, ministério público, PROCON, tudo que teoricamente tem a visão, missão, objetivo ou princípio de defender os fracos e oprimidos e na hora H: Brocham.

É, meu caro, temos que admitir que uma andorinha só não faz verão (ditado surrado), mas é válido para essas situações, lembram do voto, aquele dever que normalmente é solicitado a cada 2 anos para escolhas de representatividades do povo? Parece que ele não anda concedendo a você nenhum direito, você não parece bem, anda com olheiras, filtros de cigarros pela mesa e um café passado há dias ainda refoga suas tripas em busca de algum caroço de feijão que não é colocado por que a crise econômica bateu a sua porta por toda a vida e só agora parece que atingiu o bolso de quem fumava em dólares e tomava whisky no Caribe ou viajava entre países do primeiro mundo, porque enquanto estávamos reclamando por um objeto que não funcionava ou por um alimento fora da sua validade, os índices econômicos iam de vento e polpa para os grandes empresários, pra eles pelo menos, porque para nós que não temos fundos, derivativos e não precisamos mais se endividar ainda mais com as alíquotas a vida é essa mesmo que você está acostumado, preço aumenta e eles colocam uma ponta vermelha no seu nariz.

Mas o Estado do seu Mantega tá aí e com a ajuda do seu Meirelles e mesmo com a arrecadação monstruosa eles tão vindo pedir ajuda logo pra nós, aqueles que têm o poder do voto, tão ‘aconselhando’ para não sacarmos o dinheiro da poupança e nem deixar de comprar na praça pra não esfriar a quitanda deles, talvez para planejarem uma forma de aumentar os juros de débito encurtando os de crédito. E próximo ano aguarde, a CPMF virá de cara nova e terá o apelido carinhoso de CSS, Contribuição Social para Saúde, ou melhor, Carregaremos Seu Salário.


O Dia do Piauí

Outubro 22, 2008

Parabéns. Sem modéstia, com um pouco de humildade, de quem reclama muito daqui, de quem admira essa terra, da decepção de pessoas com um cárater duvidoso, do orgulho da verdadeira hospitalidade, sem muitos adjetivos, dos diversos momentos proporcionados, da evolução do estado que tem crescido lado-a-lado comigo, nos meus 20 anos de pouca história, dos escorregões dados em duas décadas de oligarquias e nepotismo, das promessas de educação ao pódio de algumas instituições, das filas em Postos de saúde aos selos de qualidade de empresas, da falta de perspectiva de mercado à abertura de novas empresas, das vidas que têm sido usadas, embora não sejam menos afortunadas, de um lugar que me sinto filho e que não tenho vontade de ficar órfão.

Felicidades e o desejo de um futuro menos turbulento e com dias ensolarados com menos calor, claro.


Dia da criança

Outubro 15, 2008

No último sábado, dia 11, véspera do dia das crianças foi algo peculiar. Tive por duas vezes no Mercado Central da cidade e após ter a intenção apenas de fazer um contato, me deparei com algumas situações inusitadas. Embora na primeira vez não tenha encontrado com um amigo, dono de um Box do estabelecimento, voltei no horário do almoço.

Fim de feira, mas com uma chance mais abrangente de encontro, após nossa conversa e já de saída me encontro com minha mãe na entrada, ela disse que iria comprar um peixe pro almoço, então lá fomos nós.

Alguns boxes já estavam fechados e outros sendo limpos, obviamente indispostos para atendimento. Ao encontramos um em funcionamento era visível a presença de uma família, mãe, filho, filha e seu respectivo esposo que não estava nas suas condições mais lúcidas. Totalmente bêbado e caçando conversa com a esposa, pedindo mais dinheiro para a pinga, essa por sua vez pedia uns trocados que sua mãe lhe devia, seu irmão vendo isso disse que também queria um trocado e restava eu, assistindo aquela novela, sorri demais com a situação. A mãe tinha ido comprar verduras, e logo que voltou lembrou que faltavam os mantimentos. Conheço bem o Mercado e sabia que possuía boxes de carnes, verduras, temperos, peças artesanais, etc. Mas nunca havia atentado que também existiam quitandas, pequenos comércios que vendem alimentos não-perecíveis em porções e outros. Foi aí que percebi todo o lugar, as pessoas que ali passavam, que ali trabalhavam e exatamente no instante em que chegamos para comprar arroz, feijão, farinha e afins havia uma mulher, ‘bicheira’, oferecendo um bingo ou jogo do bicho, algo do tipo para o quitandeiro e ele só disdobrando, deixando pro amanhã eu boto o ponto pra depois. Comecei a observar o vendedor de raízes abrindo sua pochete e contando seu dinheiro da venda diária, daí quando pedimos uma caixa a ele para colocar as compras, já que o quitandeiro escolhido não tinha, ele de bate pronto disse:

- Se a senhora tivesse comprado aqui, ganhava a caixa, como não fez, eu vendo.

A mãe falou pro quitandeiro escolhido:

- Moço, se vire, tô comprando com você, quero uma caixa.

O quitandeiro:

- Ou Zé, arruma uma caixa aí, deixa de besteira.

E o Seu Zé dispôs a caixa. O mais engraçado foi a expressão que ele fez para ceder uma caixa que depois de alguns minutos provavelmente iria pro lixo. Depois de comprar enlatados, mantimentos, frutas e material de limpeza me peguei fazendo compras num supermercado, pois o simples quitandeiro puxava as coisas da prateleira que pareciam não ter limite. Ainda vi uma vantagem, levamos tanta coisa e por um valor bem abaixo do normal, sabe o que foi o melhor? Não enfrentar fila, além de sorrir dos vendedores de peixes, das embalagens disponíveis, do atendimento peculiar, dos momentos de alegria e chateação de um povo simples, da secretária de orelhão público que estava ali com sua cadeira a postos, caso o telefone chamasse. Me presenteei.

No calor de Teresina, com certeza vale uma visita no Mercado Central e olha que nem falei das peças artesanais, dos artigos regionais, dos mulambos que só ali são encontrados.