Políticas para um político

Setembro 30, 2008

Um indivíduo desde criança participa de eventos culturais no colégio, olimpíadas de conhecimento, gincanas esportivas e assim vai se dedicando às atividades extra-curriculares até o final do ensino médio. Passa no Vestibular, cursa normalmente algum bacharelado da área de humanas e tem um índice acadêmico modesto, participa de seminários, congressos e se achar pouco pensa pentelha até no departamento acadêmico do curso, torna-se conhecido, consegue exercer seu papel de estudante universitário, participa de discussões para a melhoria da instituição e como resultado surge um militante ativo em defesa de um Estado melhor para todos. Sic, sic.

Formado, segue carreira profissional de acordo com o que foi planejado, recebe o convite para filiar-se a alguma sigla partidária e daí começa, por exemplo a estar mais presente no cotidiano de alguma classe, seja no sindicato, na empresa na qual trabalha, na sua rede de contatos, através de um blog, por não? ou ainda, por que tem condições financeiras relativamente consideráveis, digo, tem o alcance de beneficiar algum evento esportivo, uma doação de material de construção, ou ainda falar com seus candidatos para criar ou fiscalizar alguma medida que o seu bairro vem necessitando há alguns meses.

Após alguns anos, no máximo um intervalo entre uma eleição e outra, ele se mostra positivo, reconhecido, alguns falam ao seu ouvido que ele tem respeito da sua comunidade. Ele se adequa a isso e pensa em lançar a sua candidatura. Mas é claro, todos podem, por não poderia? Depois de tanto esforço, ele queria mesmo era liderar alguns peões ou simplesmente ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, para em seguida quem sabe alçar vôos maiores. Ir para Assembléia ou Palácio da Cidade cai muito bem, diga-se de passagem.

Essa seria a tarefa mais simples de todas, para se candidatar só é preciso registrar o seu nome, aguardar uma convenção de fachada, declarar um bem, até uma caneta serve e seguir com o seu ideal. Até por que a sociedade não exige nenhum centavo ou intelecto para que aquele cidadão, esteja ali, abanando sua mão e fingindo um olá com um sorriso amarelado estampado na cara cínica.

Talvez um método básico, uma prova teórica, um projeto, uma ação (prática) e um exercício simples,
sim, em resumo, uma espécie de concurso já definiria melhor as alternativas que fossem disponíveis. Talvez! Mas não basta aplicar questões num vestibular se depois você não vai certificar que o seu representante está literalmente fazendo esse papel.

Por que não é aceitável as pessoas estarem presentes em horários eleitorais sem uma noção de cidadania,
apresentando seus números circenses e recebendo gargalhadas como pagamento hoje e amanhã reclamações dispensáveis já que os escolhidos não fazem jus ao voto dado ontem por você.


Momento de raciocínio brekado.

Setembro 23, 2008

Sabe, às vezes me pergunto se estou no lugar certo. Por que tenho certeza que o tem sido feito até o momento, tem sido programado, será que devo mudar de rumo? Não é possível que alguns seres que permeiam entre os demais desse país, em especial em salas de aula, onde praticamos atividades acadêmicas noturnas não entendam alguns conceitos básicos mesmo estando no último quarto de um caminho.

Acredito que alguém que tenha o mínimo de senso crítico, aliás, não vou longe, basta ter senso comum, não entenda que além de extrair pensamentos pela quinta vez consecutiva de um instrutor novo e paciente está fazendo com que o seu próprio esforço, financeiro e mental esteja sendo gasto por que não tenha visto algumas simples palavras no momento em que foi recomendado.

Aí você pensa. Foi só essa, depois piora melhora. Tentando ser educado, você finge que não escutou algumas gafes, por que não é possível que 4P’s de Mkt significa algo do tipo Pai Pateta Paga Professor. Fica a sensação de que não adianta correr, se o restante ainda amarra o cadarço e não dar a largada por que não há 50%+1 no ponto ao seu lado.

A vontade é de ficar em casa, principalmente depois de mais um dia de trabalho e aquelas ladainhas todas de cansaço. Talvez ouvindo música ou na frente de uma TV com seu game, bem mais proveitoso e mesmo sendo uma forma de lazer você abstrai conteúdo da letra de uma canção ou ainda pratica o seu inglês com puzzles dos jogos, mas a porcaria de um “F”, literalmente faz falta para completar aquela carga horária mal executada e que no próximo período vai custar caro.

Agora pergunto a quem quiser colaborar, não precisa dar a solução, apenas indicar algumas formas que começariam a construir uma política que colabore para uma vontade comum, que não seja apenas concluir o curso e ter um diploma, esse não tem importância, mas sim concluir e mudar o que nós presenciamos durante os anos anteriores enjaulados numa sala, ou será que apenas eu tenho essa visão?


365 dias

Setembro 19, 2008

Um ano é tempo pra caramba, quem gosta de esperar? Eu não! Quem espera um ano pode esperar mais um pouquinho que vai pro céu. horrível
Imagina quem não precisa esperar e vem aproveitando todos esses dias de uma maneira que podemos chamar de tranquila, onde acontecem situações tristes e estressantes que são necessárias, entretanto perdem para as engraçadas e felizes, e que você irá sorrir depois de todas elas, pois não há como esquivar-se delas, o melhor de tudo isso é receber um gesto de presença, o som de um sorriso que te motive a acordar mais feliz e que te faça pensar que ao fim do dia, seus pés não te aguentam mais, sua cabeça está estourando de percalços do trabalho e de idéias que foram executadas não foram aprovadas, mas aquele sorriso, como diria o redator do mastercard, não tem preço.

Esse ano vai caminhando pra se transformar em vários, muito felizes.


Missão: Notas jurídicas.

Setembro 17, 2008

Belo dia, quente, mas um belo dia. Começamos com um trânsito tranquilo, um engavetamento básico de 4 carros após a ponte, mas que paralisa 3Km antes e dá-lhe um belo dia, ônibus vão para as pistas mais rápidas e nos resta dribá-los e escolher travessas mais estreitas para chegar ao local de trabalho, sem tempo, leia-se: atrasado, passo a vista no jornal, preparo a pauta e vamos apressar.

Recebo uma ligação me informando que um manuscrito confidencial foi esquecido no transporte coletivo chamado de lata de sardinha a vácuo, por que essa beleza de sol ameno e vento gélido que nos rodeia não é pra qualquer carne macia não. Você atende o chamado e aguarda notificações para ir de encontro ao objeto, mas não é suficiente apenas perdê-lo de vista, ele foi raptado, sim, ele não será mais devolvido enquanto não houver algum benefício a quem lhe tirou o direito de guardar em sua responsabilidade aquelas anotações sinceramente tão importantes, a ponto de estabelecer a carreira promissora de um cidadão de bem.

Alguns minutos depois, após tentativas de contato com os criminosos que impuseram dificuldades às autoridades de reaver o objeto, você identifica o local da desova e se encaminha até lá com alguns ingredientes em mente caso alguma situação seja fornecida e você não tenha como recorrer.

Após o destino ser alcançado você é abordado por um cão de características singelas, mas com um latido estridente a ponto de dar aquela vontade de chutá-lo sabe aquela bola que se encontra na marca do pênalti e você confiante que fará o gol. Idêntico.

O incrível é que o sombrio entrave se transforma numa situação demorada para a localização específica do objeto e daí somos abordados de forma breve e rápida pelo detentores do nosso objetivo e ele confirma nossa identificação, entregando o caderno que possuía anotações de matéria de forma fácil. Retornamos ao nosso QG. Simples.

Não foi nada que a adrenalina havia demonstrado até ali do que seria, mas planos não faltaram.
Dia agitado. Volte ao trabalho.


Big Bang Jr.

Setembro 16, 2008

É curioso perceber como damos importância a algumas coisas.
Anteontem só pra dizer que foi recente lançaram o projeto LHC, que irá simular em proporções infinitamente menor o surgimento do universo através do choque de 2 feixes de luz. Incrível, não?

Sim, é incrível, mas e daí? O que você, humilde trabalhador vai ganhar com isso? É, estou sendo irracional ao não considerar que será uma descoberta ímpar para a comunidade científica e para humanidade, e daí? É você que paga minhas contas? Então posso achar o que quiser da maneira que me convir.

Acredito que dê certo e aquelas plaquinhas de ferro irão segurar uma pequena partícula de energia na velocidade da luz, por que não iria? Só porque ninguém tem certeza absoluta do tamanho do universo e proporcionar um experimento desses com certeza é tão arriscado quanto descontinuar a nossa existência, mas e daí? Por que não envolvidos no assunto diretamente querem saber tanto do LHC? E por que menciono tanto ele já que até o título foi em homenagem e minha intenção é falar que posso ligar o ar-condicionado e por ali vejo minha gasolina se evaporando, por que o preço do combustível tá um absurdo e se economizamos morremos fritos, por que o clima na nossa queridíssimas cidade faz 33º em plena 8 da manhã e provoca desidratação, tosse seca, o escambau. E se usamos essa maravilha de rerigeração sentimos nosso dinheiro ser tomado.

Por que, meu deus, eu pago um absurdo pela gasolina por um país que é subsistente em petróleo e agora tá em direção ao pré-sal. Ter que dar a cara a bater depois de assinar acordo com a revolucionária Bolívia depois que tivemos a Petrobrás do lado de lá tratada como estatal e sem nenhuma reação, é dose. Ainda temos que aguentar o corte de gás por que alguns moleques decidem que assim seja. O pior é assistir a isso e nem lembrar que o preço da gasolina continua lá em cima, mesmo com a produção da cana-de-açúcar normalizada, com a instalação de mais bacias de petróleo sendo escavadas no gigante litoral brasileiro e o LHC lá na França, rodando pra gente.

Ninguém lembra disso? Pior que lembrar sozinho são dois trabalhos: é ficar bravo e esquecer de ficar bravo.


In the box.

Setembro 11, 2008
Ralo

Ralo

Quando fico no box de banheiro me vem algumas divagações.
Aí penso: – Legal, farei um texto sobre isso e o blog será seu destino.

Mas ontem me peguei analisando o box?! Sim, a caixa pequena e claustrofóbica existente no banheiro, o lugar onde você ao olhar para o chuveiro, esse obviamente em funcionamento, trará uma sensação de alívio ao seu corpo, a água traçará um caminho de encontro ao piso, levando consigo as impurezas do cotidiano, do suor adquirido enquanto o sol perduravae e depois de tantas situações que só o ‘labutante’, consegue saber. E ao olhar para o ralo, não sente falta do que escorre, aliás, nem precisara sentir, pois o dia não guardou lembranças agradáveis.

A verdade é que você passou o dia no ar-condicionado que nem tava lá 100%, relevante. O problema foi o horário de almoço, hora do rush, trânsito, calor, falta de educação das pessoas em atravessar onde não é permitido, dos colegas de direção que não respeitam patavinas estando sempre de mãos dadas com a razão e ao chegar naquele lugar para apreciar uma refeição básica do dia ter que se deparar com alguns fios de macarrão a mais. Alguém fica na dúvida se digere o restante? Eu não. Prefiro a fome no momento, por que o apetite já tirou o time de campo.

Lembra da caixa pequena, fria e claustrofóbica? É o melhor lugar pra passar antes de ir pra cama.


No ralo.

Setembro 9, 2008

Engraçado, analiso desde o início tudo que falo e o que faço. Aliás, já começando com essa idéia, percebemos que a primeira palavra usada foi algo descontraído e sem pretensão. Aqui não vai ser espaço pra mostrar exclusivas, será apenas um bloco de notas de algumas palavras que às vezes precisam ser ditas.

Cansado. Me sinto um pouco exausto já no fim desse primeiro post, mas ele não é a causa. Na verdade é o acúmulo de tempos pesados de ontem e dias atrás, quem sabe com essa oportunidade se esvai , quem sabe eu levante ávido e com fome de correr e assegurar a posição que ainda não alcancei.


Mais uma vez.

Setembro 9, 2008

Sim, esse não é o primeiro post da minha vida, mas é o do wordpress, já fiz uso de algumas webwords por aí e acabei parando aqui para ver no que vai dá. De antemão já aviso, o blog não tem uma pauta, um norte, mesmo por que existem infinitos que já fazem isso.

Sinta-se à vontade.